Projeto ID.EIAS

O ID.EIAS nasce após o Projeto Dimensão Cosmos 2 que mantém neste blog as suas histórias. A Escola Integral de Animação Sociocultural funciona na Rua da Estação (à beira da Estação de Comboios) em Vila Nova de Famalicão e em Santo Estevão de Briteiros, Guimarães. Qualquer contato pode ser feito através de pasec.geral@gmail.com ou através dos telefones disponibilizados no site da PASEC em www.pasec.pt. Este blog permitirá partilhar as principais histórias do projeto, novas ferramentas de Animação Sociocultural (jogos, métodos,etc) e reflexões dos jovens e grupos envolvidos.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

ID.EIAS alarga a sua ação a Cidadãos Portadores de Deficiência.



Tendo em especial atenção o panorama do Estado Social na sociedade contemporânea e aos fenómenos de Exclusão Social, a PASEC em parceria com a AFPAD – Associação Famalicense de Prevenção e Apoio à Deficiência, organizou um espaço dinâmico para e com os Cidadãos Portadores de Deficiência. 

Este espaço é desenvolvido tendo por base a metodologia Simbologia Corporal, inerente ao conceito PASEC, como também do método de teatro Pantomímico. Esta iniciativa decorre duas vezes por semana no lar residencial na freguesia de Vermoim. Conta com a presença de dois animadores, um do qual a Coordenadora Maria Ferreira.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Curso de Lingua Gestual Portuguesa


Teve lugar a 14 de Julho a formação sobre "Lingua Gestual Portuguesa".

Hoje em dia a experiencia e a formação em novas áreas, alternativas à massificação curricular, exige de todos, em particular dos mais jovens, uma maior capacidade de integração e aproveitamento das poucas oportunidades que ainda surgem.

Este workshop destinava-se a todos os interessados em aprender mais sobre esta que é a terceira língua mais falada em Portugal, ao mesmo tempo que serviu de acção de sensibilização para todos os participantes. Esta foi uma formação útil a todos e além de ter sido uma forma de aproximação social, foi a oportunidade de se adquirir uma nova ferramenta de trabalho tão útil nos dias que correm.
Os formandos tiveram ainda a oportunidade de aprender a comunicar-se com pessoas que fazem uso desta língua, sempre útil para que trabalha ou lida de perto com estas situações.

Tertúlia " O Técnico de Apoio Psicossocial e o Animador SocioCultural como profissão..."



Tiveram também lugar várias tertúlias (uma teve lugar no passado dia 12 Julho e outra no passado Sábado, dia 15 Julho) que juntou cerca de 15 jovens agentes educativos em cada uma delas.  A tertúlia teve como questão central as profissões do Técnico de Apoio Psicossocial e o Animador Sociocultural. A tertúlia iniciou-se com o perfil do TAP (Técnico de Apoio Psicossocial) e as suas saídas profissionais, de seguida passou-se para a parte do Animador sociocultural com o mesmos contornos da reflexão anterior.  Por fim lançaram-se as seguintes questões: tens interesse por alguma das áreas expostas ?; O que te levou a escolher a área profissional em que te encontras ?; Se tivesses que recomendar o teu curso a alguém porque o fazias ?; Achas que neste momento existe espaço para um jovem sonhar com a profissão que gostava de exercer ?

Como conclusões ficou registado:
- grande parte do grupo demonstra interesse pelas áreas expostas , mais pelo Técnico de Apoio Psicossocia ;
- devemos tentar encontrar o equilíbrio entre aquilo que gostamos de fazer e o que é necessário fazer ;
- atualmente as pessoas preocupam-se mais em manter o emprego que tem , mesmo que esse não seja o que deseja , por uma questão de necessidade;
- quase todo o grupo estava satisfeito com a sua escolha profissional;
- relativamente ao curso de técnico de apoio psicossocial, os jovens que frequentam este curso partilharam que recomendariam este curso pelo contato directo que mantem com as pessoas , pela sua componente prática e pelas saídas profissionais a que dá acesso;
- os membros do grupo que não se sentem satisfeitos com o curso que escolheram , dizem ser frustrante estar em algo que não corresponde ás suas expectativas;

Oficinas de Literacia chegam a Séniores

As Oficinas de Literacia estenderam a sua ação a cidadãos séniores do Complexo de Habitação Social das Lameiras e da cidade de Famalicão. Esta necessidade nasceu de forma natural depois de solicitado pelos nossos parceiros. Ela tem lugar duas manhãs por semana e entre outras atividades são feitos exercícios simples de associação de conceitos, treino de competências básicas de literacia, leitura dos jornais e noticias do dia, oficinas do conto e oficinas de simbologia literária. A atividade está a cargo da Animadora Bruna Carvalho.

Tertúlia sobre o tema "A Diferença"


No dia 21 Junho teve lugar a  tertúlia que teve como tema "A Diferença". Contou com cerca 17 jovens e animadores das zonas de Famalicão e Guimarães. A tertúlia iniciou-se com um e apresentação texto sobre a Diferença. Seguiu-se uma abordagem que destacou os aspetos mais importantes do texto. Entretanto refletiu-se as seguintes questões: O que é para ti a diferença?; Na sociedade em que estás inserido/a achas que a diferença é bem aceite… motivo(s) ? ; Achas que consegues lidar com as diferenças dos outros ?; Se sim , como o fazes ?; e por fim Quando é que a diferença do outro te afetou ?

Segue-se então a apresentação das conclusões:

• A diferença não tem que ser sempre um aspecto negativo ;

• O importante é a atitude que temos perante as situações ( diferença ) ;

• A diferença é algo que vai estar sempre presente, não há pessoas iguais ;

• A diferença está nos nossos saberes ;

• A diferença só tem a importância que lhe quisermos atribuir , pode ser muito relevante , ou pelo contrário pouco significante ;

• São as diferenças que nos completam enquanto Seres Humanos ;

terça-feira, 12 de junho de 2012

Noites desportivas

 Realiza-se  uma vez por semana a noite desportiva que  consiste em enriquecer as crianças e os jovens de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental, bem como a saúde dos que os rodeiam, conferindo-lhes assim um papel interventivo, com isto pretende-se que exista um ciclo de vários tipos de desporto praticáveis uma vez por semana. Já realizamos uma noite dedicada a Artes Marciais e as últimas 3 semanas foram dedicadas a AquaFoot, uma simulação de futebol aquático nas piscinas de Ribeirão, em Famalicão.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Oficina de Expressão Corporal - Dinâmica da pérola



A primeira oficina de expressão corporal decorrida no mês presente consistiu em dinâmicas que despertassem o movimento e a sensibilidade para a maneira como lidamos com o nosso corpo.

A primeira dinâmica foi um pequeno jogo de apresentação que consistia em: Cada um escolhia dois movimentos e apresentava se (Dizia o seu nome ao mesmo tempo que fazia os movimentos) De seguida criava-se uma roda e ia se fazendo apresentação. O primeiro apresentava-se de seguida, o segundo apresentava novamente o primeiro e depois a si, e assim sucessivamente, até que o circulo acabasse e o ultimo teria que apresentar toda a gente e por fim a si mesmo.

De seguida fez-se o jogo da pérola: um jogo em que o grupo é dividido a pares e um é a pérola o outro será o guardião, deixando alguns elemento sem pérola, a pérola fica na frente do guardião sentada. De seguida era explicado que quem não tivesse a pérola, ou seja, estivesse sozinho, teria que roubar a pérola a outra pessoa piscando-lhe o olho e o guardião para proteger a sua pérola teria que a agarrar antes que ela fugisse para outra pessoa.

A resposta dos jovens foi positiva porque mostraram entusiasmo e bastante concentração nas duas dinâmicas. Numa conversa posterior referiram que foi um bom momento, que se divertiram e queriam experimentar mais dinâmicas dentro do mesmo género.


Tertúlia "A responsabilidade"

Como já referimos anteriormente no espaço ID.EIAS, Escola Integral de Animação Sociocultural da PASEC, na rua da Estação, Famalicão, existe uma dinâmica  que consiste num conjunto de tertúlias que tem como objetivo trabalhar competências técnicas, pessoais e psicossociais que os tornem atores sociais credíveis e capazes de gerir o seu próprio processo de integração social.


Esta semana a tertúlia teve como tema a responsabilidade e contou com cerca 20 jovens e animadores das zonas de Famalicão e Guimarães. A tertúlia iniciou-se com uma definição de responsabilidade, de seguida realçou-se a noção responsabilidade perante os outros e o mundo .  Adiante refletiu-se a questão de  que  forma cada um é responsável, e de que forma se aplica essa responsabilidade. Somos responsáveis: em casa, no ambiente de trabalho; na sociedade ; no nosso ambiente? responsáveis por uma vida de mais qualidade para todos?.

Segue-se então a apresentação dos resultados:


1.   É responsável aquele que responde.  O ser humano pode falar, explicar e justificar os seus atos porque os realizou com liberdade.
2.   Somos responsáveis por escolher o que é justo e verdadeiro
3.   Além de sermos responsáveis pelo nosso crescimento em humanidade, somos também responsáveis pelos outros. Com a nossa inteligência, o nosso coração e a nossa vontade, podemos ajudar ou "estorvar" os outros a serem mais humanos e felizes.
4.   Como seres responsáveis por um mundo mais justo devemos ter a consciência social  bem “afinada” e motivada para a ação em favor de uma sociedade mais solidária. Desde sempre a humanidade tem este sonho de fraternidade universal, mas a realidade encarregou-se de afirmar que este sonho não é fácil de realizar


Oficina de Literacia

As oficinas de literacia já ganharam vida e estão-se a realizar em Briteiros e Famalicão, 3 dias por semana, possui um publico muito especifico de crianças dos 9 aos 14 anos. Esta oficina trabalha com uma metodologia base assente na Pedagogia Participativa, que envolve as crianças num processo de aprendizagem e melhor compreensão.

Assim sendo as crianças trabalham competências tais como a concentração, raciocínio, leitura, compreensão através do apoio as dificuldades de estudo, dinâmicas e jogos de carater informal. 

Oficina de Expressão Dramática e Corporal



Duas vezes por semana a PASEC realiza uma oficina de expressão dramática e corporal na zona de Guimarães e Famalicão.

Esta oficina tem como objetivos: desenvolvimento e criação do autoconceito, promoção a interação grupal; desenvolver a expressão corporal; desenvolver a criatividade, desenvolver o imaginário e a imaginação. permitir a vivência do empoderamento e desempoderamento das pessoas em função do contexto social, económico e profissional; permitir dinâmicas de partilha de espaço e de tempo num mesmo contexto; permitir a todas as pessoas do grupo, uma vivência de liderança, evidenciando o empoderamento individual numa actividade colectiva, ente outros.

A oficina abrange cerca de 30 participantes que de alguma forma sofrem de exclusão social. E concretamente trabalha competências de expressão dramática e corporal e trabalha as potencialidades que cada jovem tem para que estes utilizem como forma de ultrapassarem os seus próprios obstáculos mas acima de tudo aprenderem a ver-se a eles próprios como potenciadores de um futuro pessoal bom e diferente, com hipóteses de  o protagonizar… 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Tertúlias no espaço ID.EIAS já começaram



Teve inico no dia 10 de Maio a nova dinâmica do espaço ID.EIAS, Escola Integral de Animação Sociocultural da PASEC, na rua da Estação, Famalicão. Esta dinâmica consiste num conjunto de tertúlias que tem como objetivo trabalhar competências técnicas, pessoais e psicossociais que os tornem atores sociais credíveis e capazes de gerir o seu próprio processo de integração social.

Esta tertúlia teve como tema a Beleza e contou com cerca 12 representantes de grupos diferentes das zonas de Famalicão e Guimarães. A tertúlia iniciou-se com uma definição de beleza, de seguida realçou-se a noção da beleza física e dos padrões que a mesma contem. Para continuar de uma forma mais profunda realçou-se  aquilo que a sociedade nos impinge sobre a noção de beleza e todas as suas vantagens e desvantagens. Adiante refletiu-se a questão de  que como cada um aceita ou não a sua beleza e tudo que advém dela,  por fim acabamos a reflexão sobre a beleza enquanto algo interior e paisagístico.

Segue-se de seguida algumas conclusões:
2.    Projetamos o nosso amor numa pessoa e ela torna-se bela para nós.
3.    A beleza física é o que a sociedade dá mais importância, pois o que conta é a primeira impressão que temos das pessoas
4.    Maior parte das vezes julgamos as pessoas pela 1º impressão (aparência)
5.    A beleza exterior é de fato importante. Mas a pessoa humana é um todo, corpo  e espirito. O nosso espirito também se expressa e comunica com o corpo, neste sentido o corpo também pode expressar beleza, alegria, e bondade.
6.    A beleza é feita do melhor de nós próprios, dos nossos valores, por isso devemos por a render as nossas qualidades e assim somos belos.
7.    Todos nós temos potencialidades  e o que acontece é que por vezes não sabemos explorar estas mesmas, e assim não nos sentimos belos
8.    Devemos ter cuidado com o nosso corpo mantendo-o belo, ou seja a higiene e também a forma de vestir são fatores importantes






segunda-feira, 7 de maio de 2012

ID.EIAS ganha vida


Através de uma parceria que junta a PASEC, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, a Agência Nacional de Gestão do Programa Juventude em Ação e outros parceiros nacionais e europeus foi possível criar o espaço ID.EIAS, a primeira Escola Integral de Animação SocioCultural em Portugal. Aproveitando as instalações antigo Centro de Estudos e Animação Juvenil de Famalicão da PASEC, foi assinado um protocolo com o Município de Famalicão, o que permitiu à PASEC ampliar de forma significativa as suas instalações, o que tornou viável o nascimento do ID.EIAS. O exemplo será replicado em Guimarães e em Itália.

Foi numa realidade de 3 subúrbios urbanos onde o desemprego juvenil cresce, os fenómenos marginalização e discriminação progridem e as oportunidades de resposta parecem escassear que deram forma ao ID.EIAS, que significa a construção da identidade pessoal (por isso ID) a partir de um projeto grupal de abertura à comunidade envolvente através dos espaços EIAS (Escola Integral/Itinerante de Animação SocioCultural). Através de um trabalho paralelo em Itália e Portugal, este projeto, partindo do trabalho já realizado pela PASEC, pretende potenciar e dotar o grupo alvo de jovens em situação de risco de competências técnicas, pessoais e psicossociais que os tornem atores sociais credíveis e capazes de gerir o seu próprio processo de integração profissional e social no meio envolvente através de uma metodologia base assente na Pedagogia Participativa.

O ID.EIAS será antes tudo um Laboratório lúdico de teste de novas metodologias de educação não formal inclusivas. Ao mesmo tempo levará ao terreno uma série de oficinas temáticas que encaram as Expressões (plástica, corporal, dramática, musical e escrita) como formato de educação não formal potenciador de vivências e experiências capazes de mudar a forma de o jovem se ver e relacionar com o meio envolvente não só pelas Expressões respeitarem a liberdade de o ser humano se exprimir sem barreiras como pelo caráter relacional que todas elas implicam. O ID.EIAS será um espaço itinerante porque irá ao encontro direto dos jovens que dele precisam independentemente da sua localização geográfica (dentro dos concelhos de Famalicão e Guimarães), mas será ao mesmo tempo integral porque cada jovem envolvido será convidado a chegar a um resultado concreto com base em objetivos que ele próprio determinará, não permitindo que este se possa tornar num processo de desenvolvimento psicossocial vazio e sem fio condutor. Para começar o ID.EIAS funcionará, pelo menos, 3 dias por semana em horário pós escolar com especial destaque para o Sábado à tarde. A cada um dos espaços ID.EIAS estará associado uma rede de parceiros locais que difundirão as atividades e objetivos dos espaços. Pretende-se que sejam captados novos públicos e acrescentadas pelos parceiros locais novas repostas sociais ao público em causa como mais um recurso dos ID.EIAS, seja através da cedência de espaços ou partilha de recursos humanos e materiais. Nesta fase inicial o ID.EIAS chegará a mais de 70 jovens entre os 12 e os 25 anos.

domingo, 3 de julho de 2011

Campo Internacional “… a verdadeira Democracia Inclusiva” encerra projecto Dimensão Cosmos 2

Teve lugar entre os dias 27 de Junho e 3 de Julho o Campo Escola Aberta Internacional “… a verdadeira Democracia Inclusiva”, actividade que encerrou o projecto Dimensão Cosmos 2, apoiado pelo Programa Juventude em Acção da União Europeia. O Campo Escola Aberta teve um carácter itinerante e passou pelos concelhos de Famalicão, Vila Verde, Braga e Guimarães e serviu para reflectir e apresentar os principais resultados e conclusões de todo o trabalho realizado.

Encontro de trabalho que deu por terminado o percurso de 18 meses do projecto Dimensão Cosmos 2, a iniciativa contou com mais de quarenta os participantes oriundos de todos os países parceiros (Espanha, Hungria, Portugal e Bulgária). Do programa constaram a realização de Workshop’s Metodológicos, Mini-Campos temáticos com os jovens institucionalizados e em situações de risco no seu contexto concreto e várias oficinas de projecto com a participação de peritos e decisores políticos. Como aconteceu nos outros Campos Escola Aberta este teve um carácter itinerante, tendo sido realizado em quatro localidades de quatro concelhos diferentes, mais concretamente em São Salvador de Briteiros (Guimarães), em Soutelo (Vila Verde), em Santiago de Antas (Famalicão) e Braga. A intenção passou por levar o Campo Escola Aberta ao máximo de regiões possíveis, ampliando o raio de acção do Dimensão Cosmos 2 e da mensagem que se pretendia difundir.

De uma forma global o projecto Dimensão Cosmos 2, no seguimento do projecto Dimensão Cosmos 1, partiu de uma realidade de crianças e jovens entre os 7 e os 27 anos, institucionalizados (em Portugal e países parceiros), que viviam em regime de internato, ou em contexto social de risco primário, colocados à margem dos processos de participação juvenil tendo como um dos seus objectivos centrais promover o protagonismo juvenil das crianças, adolescentes e jovens envolvidos no projecto enquanto cidadãos europeus de pleno direito no processo democrático. O DC2 complementou o processo com um Plano Especial de Intervenção para comunidades juvenis em especial risco de exclusão. A oficialização do Espaço “Dimensão Cosmos” no Centro de Educação Não Formal “Animateca” da PASEC, em Briteiros, Guimarães, encerrou as actividades do Campo Escola Aberta Internacional.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

EDI vira livro em versão infantil e versão pedagógica para agentes educativos

Perante centenas de pessoas e como forma de assinalar o Dia Mundial da Criança, a PASEC, em parceria com o Grupo SER, Agência Nacional para a Gestão do Programa Juventude em Acção, Centro Social de Bairro, Rede Europeia de Grupos Informais e outros parceiros europeus lançou a obra pedagógica EDI - Experiências de Democracia Inclusiva no passado dia 1 de Junho de 2011, pelas 21 horas, no Centro Social de São Pedro de Bairro, obra que retrata com base em testemunhos reais e estudos de caso situações e experiências concretas de extrema exclusão. A obra foi coordenada pelo Dr. Abraão Costa e teve a colaboração directa das jovens Ana Araújo, Isabel Simões e Bruna Araújo.

A obra foi apresentada pelo Dr. Paulo Cunha, Docente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Famalicão que durante a sua intervenção aludiu à realidade actual dos jovens em situação de exclusão e que é a partir de uma concertação de esforços que permita a geração de novas oportunidades de inclusão que é possível fazer face a este conjunto de situações adversas. Aludiu ainda ao EDI como exemplo de boas práticas e como uma ferramenta pedagógica relevante identificando o trabalho de organizações como a PASEC e o Centro Social de Bairro um exemplo na área da Inclusão Social.

A iniciativa abriu com um momento musical a que se seguiu um filme que resumiu todo o percurso do projecto Dimensão Cosmos, projecto em se inclui a edição do EDI. De seguida alguns dos jovens protagonistas do EDI deram o seu testemunho real. Seguiram-se alguns momentos artísticos de dança e encenação com a posterior apresentação da obra. A sessão fechou com a intervenção da Presidente do Centro Social de Bairro, Dra. Ana Maria e do Coordenador da obra e Presidente da PASEC, Dr. Abraão Costa. A sessão encerrou com mais um momento musical.

O EDI – Experiência de Democracia Inclusiva está dividida em dois livros: o “EDI – Como funciona o mundo à minha volta”, obra dedicada a crianças que numa linguagem acessível e através de bandas desenhadas procura responder a perguntas como “para que servem as leis?”, “o que faz um deputado?”, “o que é a interculturalidade?”, entre outras; e o EDI – Experiências de Democracia Inclusiva, segundo livro, obra que retrata a realidade da Extrema Exclusão pela voz dos próprios jovens e técnicos que operam no terreno. Este segundo livro junta dezenas de testemunhos reais de vítimas de extrema exclusão e técnicos que operam directamente com estes fenómenos.

Considerada pelos vários parceiros uma obra única a nível europeu não só pela linguagem acessível como pelo alcance que apresenta, o EDI deu voz às jovens vítimas de exclusão e extrema exclusão e que foram capazes de reconstruir o seu percurso de vida, bem como aos técnicos e agentes educativos que operam directamente com estas problemáticas e que partilharam a sua visão e experiências de intervenção.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Campo Escola Aberta discute "Os Caminhos da Inclusão"

A PASEC, o Grupo SER e parceiros internacionais organizaram o Campo Escola Aberta Internacional “Os Caminhos de Inclusão” em Vilarinho das Furnas, Gerês, entre 6 e 9 de Março de 2011.

Foram quatro dias de intenso trabalho dedicados à concertação internacional entre parceiros que actuam no campo social no âmbito do Projecto Dimensão Cosmos 2, enquadrado no programa Juventude em Acção da União Europeia.

O primeiro dia abriu com uma dinâmica de apresentação seguida de trabalhos de grupo sobre todo o trabalho realizado pelos grupos envolvidos no projecto. Foi ainda organizada uma actividade de Arborismo. No período da noite foi organizada uma caminhada nocturna que culminou com uma reflexão relativa às expectativas de todos os envolvidos no Campo relativamente aos dias seguintes e ao que restava do projecto.

No segundo dia teve lugar pela manhã dinâmicas de reflexão sobre os vários planos de acção desenvolvidos pelos grupos inseridos no projecto e lançados os próximos a empreender até ao fim do Dimensão Cosmos 2. Esta reflexão teve lugar em ambiente natural. Na parte da tarde teve lugar um Raid Aventura, à semelhança do que já havia acontecido ao longo de todo o projecto com o suporte de manobras de cordas. Esta dinâmica permitiu estreitar laços, fortalecer o trabalho de grupo e a coesão entre os participantes no Campo. O dia terminou com uma reflexão acerca dos “Caminhos da Inclusão” e as estratégias a utilizar para dar respostas aos públicos juvenis prioritários envolvidos no projecto.

O terceiro dia foi dedicado ao lançamento de Plano de Acção Especial de respostas aos grupos juvenis envolvidos no projecto em situação de estrema exclusão. Foi também organizada uma Tarde Recreativa recriando uma das principais actividades do projecto, com um Raid BTT (em bicicleta), e outras dinâmicas de grupo em plena montanha. Foram ainda organizados diversos trabalhos de grupo que permitiram preparar o Seminário Internacional que encerrará o projecto.

No final do dia foi realizada uma Noite de Campo com várias actividades preparadas pelos grupos de trabalho. No quarto e último dia, após uma visita ao Museu de Vilarinho das Furnas, foi feita uma avaliação de todo o trabalho realizado.

Estiveram presentes parceiros da Bulgária e Polónia e via web os parceiros espanhois.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Lançada a 2ª Newsletter do Projecto Dimensão Cosmos 2

Já foi lançada a segunda Newsletter do Projecto Dimensão Cosmos 2. Pode ser descarregada na secção de Publicações, Materiais Vários do site da PASEC. Pode também ser adquirida em formato revista atarvés dos contactos habituais.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Projecto de inclusão social e integração escolar apoia 200 jovens alentejanos

Cerca de 200 jovens vão receber apoio, a partir de Janeiro de 2010, através do projecto "Agora", da Fundação Odemira, que visa a promoção da inclusão social e da integração no meio escolar, familiar e mercado de trabalho.

O objectivo do projecto "Agora" é aumentar as “competências para a vida” de 200 jovens, diminuir o absentismo e o abandono escolar em 20 por cento e fazer com que 80 por cento desses jovens se envolvam em actividades ocupacionais. 

“O projecto visa, essencialmente, actuar junto dos jovens que têm percursos escolares irregulares e necessidades de integração no mercado de trabalho”, avançou à hoje à agência Lusa o presidente da Fundação Odemira, Francisco Antunes.

O "Agora" foi um dos projectos aprovados no âmbito da quarta fase do Programa Escolhas - um programa de financiamento do Estado -, a par de mais 130 iniciativas idênticas promovidas um pouco por todo o país, com início agendado para Janeiro de 2010 e com duração prevista de três anos.

Os jovens que vão beneficiar deste projecto “são provenientes de contextos socio-económicos vulneráveis”, para quem Francisco Antunes considera ser “fundamental fomentar a igualdade de oportunidades e a coesão social”.

“O concelho de Odemira não é diferente de outros concelhos do Alentejo. Estes concelhos têm alguns problemas sociais graves, muitos deles ligados ao desemprego, à ausência de uma estruturação familiar capaz e baixos níveis de escolaridade”, começou por explicar.

“O que pretendemos é oferecer a estes jovens, que têm poucas alternativas, sofrem de ambiente familiar e social menos favorável e têm dificuldades de emprego, novas competências para entrarem no mercado de trabalho e outras competências sociais para poderem afirmar-se enquanto cidadãos”, acrescentou.

O absentismo e o abandono escolar são outros problemas que o projecto pretende “combater”, através de actividades ocupacionais e do “melhoramento de competências”. 

O projecto "Agora" não vai ser desenvolvido “isoladamente”, ou seja, a Fundação Odemira vai trabalhar com as escolas e, muito especialmente, com a Escola Profissional de Odemira, intervindo no meio escolar e a nível individual e familiar.

A aposta vai para “metodologias de educação não formais” e “actividades importantes para o dia-a-dia”, como por exemplo, “abrir uma conta no banco”, “inscrever-se na Segurança Social”, “navegar na Internet” e até “preparar-se para uma entrevista de trabalho”. 

Esta candidatura foi aprovada entre mais de 336 apresentadas ao Programa Escolhas a nível nacional, segundo a Fundação Odemira, tendo apenas 130 sido seleccionadas, entre as quais 12 no Alentejo. 

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e o Instituto Português da Juventude fazem parte do consórcio que promove o projecto, numa estratégia de articulação de recursos, a que se junta também o departamento de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Odemira.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Dossier Pedagógico "Aprender o Mundo à minha volta..."

Na sequência do trabalho desenvolvido pelo EDI - Experiências de Democracia Inclusiva na Internet, nas Campanhas de Sensibilização, na Rádio, com os grupos inseridos no projecto, decidimos criar um dossier intitulado "Aprender o Mundo à minha volta". Um conjunto de materiais dedicados às crianças e adolescentes envolvidos no projecto, bem como aos animadores que as acompanham. Fica aqui a primeira parte dedicada aos grupos de crianças e adolescentes sobre as implicações de viver em sociedade.



O que é Viver em Sociedade?

Na sociedade em que vivemos encontramos muitas situações em que surgem perguntas para

as quais não temos resposta. Como tal, este capítulo vem esclarecer-te um pouco acerca do que é viver em sociedade.

No nosso dia-a-dia deparamo-nos com varias situações, em que estão presentes as pessoas, as leis, os problemas, bem como os (as) senhores (as) que tomam as decisões para o bom funcionamento do nosso país.

E é por aí que vamos começar: ”Como será viver em conjunto com as outras pessoas?”.

Tema 1 – Em comunicação desde o nascimento

Desde o seu nascimento, que uma criança se insere na sociedade, onde partilha hábitos, língua, tradições e gostos. Uma criança quando nasce, precisa dos pais e da família para cuidarem dela e a alimentarem, o que significa que as pessoas precisam umas das outras. É por isso que elas vivem em conjunto, em sociedade. A família é o primeiro grupo do qual todo o ser humano faz parte e é na família que se começa a descobrir o dom da vida. Desde que nasce, a criança é educada, protegida e amada pela sua família. Esta, vai ensinar e ajudar a criança a viver na sociedade dizendo o que é bem e o que é mal, bem como, educando-a para que esta mais tarde se torne independente e saiba viver em conjunto com os outros.

Tema 2 – Socialização, um processo construtivo

A criança, quanto mais cresce, mais aumenta a sua curiosidade em relação ao mundo que a rodeia. Na escola, em casa ou no trabalho, vive em comunidade com as outras pessoas. Ou seja, toda a gente tem vidas diferentes e é preciso termos consciência disso, pois a forma como nos relacionamos com os nossos familiares é diferente da forma como nos relacionamos com as pessoas que não conhecemos, porque o que nos une aos nossos familiares, são os laços de sangue, enquanto que ás outras pessoas, não existe nenhum tipo de ligação directa. Podemos afirmar que” viver em sociedade é aprender a comportarmo-nos com todas as espécies de pessoas, em todos os tipos de situações”. O trabalho e a escola servem de ligação para o convívio com outras pessoas, bem como, para a troca de ideias, na rua ou noutros espaços inclusive. A isto, chama-se socialização.

Tema 3 – Contactar com a sociedade

No nosso dia-a-dia cruzamo-nos constantemente com várias pessoas. Umas conhecemos e estabelecemos algum tipo de relação, enquanto que outras, são-nos completamente desconhecidas. Podemos dizer que vivemos no meio de milhões de pessoas e que nos agrupamos a algumas delas, quer seja na escola, nas compras ou ate mesmo no trabalho, não só para trabalharmos, mas sim para nos entre ajudarmos, trocarmos e partilharmos descobertas, emoções e ideias. Ou seja, precisamos de estar em constante contacto com outras pessoas para nos sentirmos apoiados, seguros e amados.

Tema 4 – País, uma forte influência no processo social

Não é só a vida das pessoas que é diferente. Por exemplo: o país em que vivemos também é diferente de todos os outros, bem como a sua história, as suas tradições e a sua cultura. No nosso mundo, existem centenas de países que encaixam uns nos outros, como se fosse um puzzle, mas alguns países são maiores e outros são mais pequenos. Em cada país, existe uma cultura, uma língua, hábitos alimentares, hino nacional, história, moeda, desportos, selos e símbolos bem como monumentos e características que os distinguem uns dos outros.

Quando se vive num país, herda-se a sua história, as suas ideias e os hábitos. As pessoas importantes da história de um país estão representadas nas notas e nas moedas. Cada país possui um exército que está encarregado de o defender, em caso de perigo. As equipas nacionais usam fatos com as cores do seu país. A população da Terra não pára de aumentar e a sua grande diversidade não impede nem as semelhanças nem as ocasiões de as pessoas se encontrarem. As pessoas habitam por todo mundo e estão espalhadas por todos os lugares da Terra. É certo que ninguém tem os mesmos hábitos, religiões, língua, nem a mesma cor de pele. A única coisa que todo o ser humano tem em comum, é o facto de viverem no planeta Terra. E é isto que devemos ter em conta: pelo facto de o planeta Terra ser a única coisa em comum para toda a gente, é importante protegê-lo e conservá-lo, para que as nossas futuras gerações, tenham um meio saudável para viver. Pelo mundo inteiro, fazem-se trocas de culturas, bens e tradições, para que toda a gente tenha acesso a elas.

Tema 5 – As leis

Outra das perguntas que nos surge com frequência, é: “O que são e para que servem as leis?”. Desde sempre, as pessoas estabeleceram regras para viverem melhor, em conjunto. Estas regras dizem respeito a todos os aspectos da vida colectiva. É importante referir, que as regras, são também conhecidas por leis, pois indicam o que é permitido e o que é proibido fazer. Toda a gente tem e deve obrigatoriamente respeitar as leis do meio onde vive e do seu país para que a vida em comunidade não se torne uma enorme confusão. Se cada um de nós fizesse o que lhe apetecesse, a vida seria uma confusão e uma completa desordem. Por exemplo: se os condutores circulassem por onde lhes apetecesse, haveria muitos mais acidentes. As leis dão a todos os habitantes de um país direitos e liberdades, mas, também deveres. Tanto as crianças, como os adultos e os animais, têm direitos. Entre eles, podemos referir: o direito de igualdade, direito do trabalho, á saúde, aos estudos, liberdade de expressão e o direito ao respeito. O ser humano tem o dever de ajudar os outros e de ser ajudado.

As pessoas que estão encarregues de fazer as leis para o bom funcionamento de um país, chamam-se deputados. Os deputados estão encarregues desta tarefa, porque se de cada vez que fosse preciso fazer uma lei, toda a gente teria de se reunir e seria uma enorme confusão. Como tal, os cidadãos elegem deputados que tomam as decisões e estão encarregues de os representar.

Ao pensarmos sobre este assunto questionamos: “Afinal, como é que se faz uma lei?”.

É simples: de cada vez que surge um problema importante na sociedade, é preciso inventar uma nova lei para o resolver. Mas esta lei, só é aceite, se todos os deputados estiverem de acordo. Como tal, a partir do momento em que a lei é aceite, é preciso aplicá-la. Ou seja, toda a gente terá de a respeitar e cumprir. No nosso dia-a-dia, deparamo-nos com imensas leis, com as quais temos que as cumprir. Algumas, estão presentes em casa, quando temos que fazer o que nos mandam, na escola, no trabalho, bem como, na estrada. Os polícias existem para aplicar e respeitar as leis de trânsito, para que tudo corra bem.

“E se estas leis não forem cumpridas, o que é que acontece?”. Caso as leis não sejam cumpridas, deve-se recorrer á justiça, onde os juízes tentarão resolver o problema. A justiça está encarregada de resolver os problemas entre vizinhos, roubos, divórcios, entre outros. Quando alguém é acusado de ter cometido alguma infracção, essa pessoa é julgada pela justiça e se for culpada é punida conforme a lei, mas caso seja considerada inocente não lhe acontece nada. Todos os cidadãos têm o direito de ser considerados iguais, perante a justiça. As pessoas que são submetidas a tribunal, têm o direito de serem sempre defendidas por um advogado. As punições que são aplicadas em tribunal, são de acordo com as leis e com o problema em questão. De país para país e de umas épocas para as outras, as leis não são sempre as mesmas. Adaptam-se, á evolução das ideias e da vida de um país, com o passar do tempo. Por exemplo: há muitos anos atrás, as crianças eram obrigadas a trabalhar e hoje em dia, não. Só ia á escola quem era rico, porque quem não era, ia trabalhar para o campo com a família. As leis são diferentes em todos os países, e quando alguma já não se adapta á actualidade, é mudada.

Tema 6 – Quem toma as decisões em nome de um país

Depois disto, é altura de te esclarecer sobre as pessoas que tomam as decisões para o bom funcionamento do país, como por exemplo: o Presidente da Câmara e o Presidente da República. Quer vivamos numa aldeia ou numa cidade, todos temos um Presidente da Câmara, que é eleito de 4 em 4 anos e que tem como dever, garantir a segurança da população, realizar projectos que melhorem a vida dos habitantes e gerir o dinheiro do Município, de forma a que este seja bem utilizado.

Para tratar dos assuntos de um país, existe o Presidente da República, que trabalha com os homens e mulheres que fazem parte do Governo. O Presidente, é eleito pelos cidadãos e tem como dever: tratar dos assuntos do país, bem como, representá-lo por todo o mundo. Como tal, este, viaja principalmente pela Europa, que é constituída por vários países em que estes, tomam decisões em comum, no que diz respeito á agricultura, comércio, ambiente, entre outros assuntos. Nestes países, está presente a democracia, em que os cidadãos escolhem livremente, os homens e mulheres que os representam por um certo tempo limitado. No fim deste tempo, se os cidadãos acharem que os homens e mulheres que elegeram não estão a fazer um bom trabalho, podem eleger outros.

Os cidadãos para elegerem, devem primeiro saber quais são as coisas que os candidatos se propõem a fazer. Depois, no dia das eleições votam naquele que acharem que fará um melhor trabalho e, depois de os votos serem contabilizados, ganha quem tiver mais votos.

Tema 7 – Os problemas da sociedade

Por fim, existe um assunto muito importante que deve ser tratado: os grandes problemas da sociedade, com que nos deparamos no nosso dia-a-dia.

Entre elas, as desigualdades entre os homens e mulheres, que são múltiplas. Existem pessoas que ganham muito dinheiro e outras que ganham muito pouco, o que faz com que algumas pessoas tenham uma vida estável e segura e outras, passem necessidades. Como tal, é obrigação do Estado, reduzir as desigualdades entre os cidadãos, criando sistemas de auxílio. Estes sistemas, consistem em dar dinheiro aos desempregados, dar um salário á pessoas doentes, bem como, proporcionar a reforma aos idosos. Contudo, muitas vezes, estas ajudas são insuficientes.

Sub - tema 7.1 – Os direitos

Outro dos problemas que abrange a nossa sociedade, é a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Em Portugal, as mulheres já podem fazer as mesmas coisas que os homens, mas aquilo que recebem em relação a eles, é menor. Noutros países, as desigualdades são mais acentuadas, em que as mulheres só são consideradas “úteis” para estar em casa a tomar conta dos filhos, não podendo trabalhar, dar opinião, nem sequer conduzir.

Sub - tema 7.2 – O racismo

O racismo é outro dos inconvenientes e um dos mais acentuados na humanidade. Ou seja, as pessoas são racistas, porque não gostam das pessoas que são de cor e de nacionalidade diferente, e por esse mesmo motivo, criam ódio para com elas. O que devemos ter consciência, é que: não existem “raças”, existe apenas a raça humana, e o facto de não gostarmos das pessoas que têm uma nacionalidade, cor ou religião diferente, estamos a prejudicá-las, porque assim, estas pessoas têm mais dificuldade em arranjar emprego e sítio para viver. E como diz o ditado: “Todos diferentes, todos iguais”.

Tema 8 - Multiculturalidade

Portanto, devemos ajudar as pessoas que precisam e que são diferentes de nós, visto que, muitas delas vêm de países pobres, onde as pessoas passam fome e são vítimas de guerras. Estes países, possuem falta de alimentos, de cuidados, de educação e têm muitas doenças. É por isso que existem campanhas de solidariedade, onde podemos ajudar estas pessoas a terem uma vida melhor e incentivar ao fim das guerras que destroem

as casas das pessoas.

Com tudo isto, é preciso saber ajudar e respeita os outros, participando em campanhas de solidariedade, em que podemos contribuir dando dinheiro, comida, roupa, etc. Devemos também, respeitar os outros, tendo em conta a sua segurança, o seu conforto, a sua personalidade e o seu espaço pessoal.

Ao termos cuidado com os outros, temos cuidado connosco e assim tudo se torna mais agradável para toda a gente.



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Projecto Democracia Viva

A Associação Académica da Universidade do Minho e a Rádio Universitária do Minho estão a Desenvolver o Projecto Democracia Viva. A AAUM e a RUM, pretendem estimular a discussão sobre o processo democrático e incrementar a participação activa e democrática em Estruturas Sociais e Organizações Juvenis. O objectivo fundamental deste projecto é dotar jovens de uma percepção sobre a Democracia, as Organizações Europeias e como os jovens podem envolver- se enquanto cidadãos na construção democrática e em projectos de programas europeus de Juventude.

O Projecto é financiado pelo Programa Europeu Juventude em Acção e fruto do repto lançado pelo Sr. Presidente da Républica, Prof. Dr. Anibal Cavaco Silva à participação activa da Juventude no Processo Democrático.

Workshop Democracia Participativa

No dia 25 de Janeiro de 2010, o Projecto Bom Sucesso promoveu um Workshop em que envolveu todas as entidades do consórcio, uma actividade destinada a agentes de intervenção social local, associados a projectos dirigidos a públicos com características de maior vulnerabilidade a fenómenos de exclusão.

O Workshop “Plano B” está inserido no Projecto “Democracia Participativa e Igualdade de Oportunidades – uma estratégia de capacitação para agentes de intervenção local” e com esta iniciativa visou-se capacitar os agentes de intervenção social local ao nível de conhecimentos teóricos, competências técnicas e atitudes necessárias à promoção da Democracia Participativa como factor de integração social e promoção de igualdade de oportunidades nos seus contextos de intervenção.

Enquanto estratégia integrada de desenvolvimento de competências (cognitivas, técnicas e sociais), este projecto orienta-se por uma lógica de investigação-formação-acção, numa síntese permanente entre a teoria e a prática, entre a experiência, a reflexão e a aprendizagem.

Durante todo o dia foi possível debater as questões que nos pareceram mais frágeis, antevendo alguns potenciais problemas no âmbito do nosso projecto e experimentar um jogo de simulação, reforçando os laços entre os parceiros e a vontade de trabalhar em conjunto. Tivemos a participação de 23 elementos que irão trabalhar entre si de modo a promover o projecto entre os jovens e crianças de Olhão.

Foi uma experiência muito satisfatória, pois durante o jogo percebemos que existem erros graves que podem ser poupados se existir uma comunicação saudável, percebemos ainda a potencialidades da ferramenta de Trabalho “Educação Não Formal”.